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Arquivo do autor:Vanessa Morais

Sobre Vanessa Morais

Jornalista que já fez de tudo um pouco: desde em assessoria, repórter de um jornal do Rio de Janeiro, consultora em comunicação e agora se desventura em um mundo incrível da comunicação e marketing para redes sociais. Adora post-it, bloquinhos, lápis, Thomas Hobbes

Não deixe o mar te engolir

Passei “quase” o dia todo pensando em o que escrever sobre a morte do Chorão. Então cheguei a seguinte conclusão:

– Nunca comprei um CD da banda;

– Nunca baixei uma música;

– Nunca fui a um show;

– Nunca curti a página do Facebook “Frases do Chorão”.

Com esses “nuncas”, não conseguia responder a mim mesma “por que me sinto abalada com a morte do Chorão, sendo que a banda (para minha humilde pessoa), tinha acabado há tempos?”.

Uma única palavra como simples e verdadeira resposta: nostalgia.

Tenho vinte e poucos anos. Quando o Charlie Brown Jr começou a fazer sucesso, eu era apenas uma criança que assistia a MTV escondida da minha mãe (medo de levar uma surra por ver um canal que não era de desenhos – foi neste tempo que descobri muita música boa).

Em alguns destes momentos, me deparava com os clipes da banda e começava a cantar junto. Sem esquecer que comecei a assistir “Malhação” por conta de uma música deles (e que eu queria ter assunto para falar com minhas “coleguinhas” de classe – não gostava muito das histórias).

Charlie Brown Jr

Charlie Brown Jr

E com o passar dos meses (e anos) as músicas da banda foram emplacando sucesso nas rádios e no Disk MTV. Afinal, não existia Youtube para você escutar na hora que quisesse.

O tempo foi passando, e o gosto musical ficando mais “refinado”. Deixei de escutar Charlie Brown Jr para conhecer outras bandas de estilos e letras diferentes (foi um momento tão intenso da minha vida que até estourei o supercílio). É como deixar a boneca de lado e começar a pensar em garotos e maquiagem (no caso, Charlie Brown Jr seria a boneca).

Até que um dia, o cara que escrevia letras como “não deixe o mar te engolir” (meus nove anos não me deixavam compreender perfeitamente o significado desta música) é encontrado morto. É como se alguém tivesse revirado uma caixa que você guarda coisas antigas, roubado um dos brinquedos que você curtia. Com isso você faz associações a sua infância, que te deixa nostálgico. Enfim, mexeram em algo que você não gostou.

Essa é a sensação que sinto. A perda de um “brinquedo” significativo da minha infância/pré-adolescência. Escutar as músicas desta banda fazem com que essa nostalgia apareça, e os bons momentos também.

Cada um tem seus problemas e procura a solução que acha necessária. Não vou discutir o motivo da morte do Chorão. Deixo apenas registrado o meu sentimento de perda.

Vai na paz

Vai na paz

–Só gostaria de saber se o Chorão conseguiu descobrir se azul é a cor da parede da casa de Deus–

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Publicado por em 7 de março de 2013 em O que aprendi

 

Batalha Notícias | Morre Jon Lord, tecladista do Deep Purple

E a morte leva mais um do rock and roll. Jon Lord, tecladista do Deep Purple, nos deixou aos 71 anos vítima de embolia pulmonar. O músico também sofria de câncer no pâncreas.

Para quem não sabe, Lord foi um dos fundadores do Deep Purple, umas das mais importantes bandas do chamado “rock progressivo”. Seus “riffs” nos teclados influenciou muitos daqueles jovens que aprenderam a tocar guitarra, como “smoke on the water” (que também ajudou na composição da letra) e “Child of Our Time”.
R.I.P Jon Lord

Crédito – Deep-Purple.net

 
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Publicado por em 16 de julho de 2012 em Batalha Notícias

 

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Elvis e o “love me tender” – a canção que você escuta por tabela

Elvis, ah Elvis. O arrebatador de corações nos anos 1950. Aquele que todas as mães o “desejavam” como genro (é mesmo?), e deixava os rapazes com inveja. Ah Elvis… Quem nunca já ouviu “love me tender” por tabela em um casamento ou até mesmo numa declaração de amor? Culpa do Elvis.

O “galanteador” (ai, muito adjetivos) nasceu em 8 de janeiro de 1935, na cidade de East Tupelo, Estados Unidos. Antes da fama, fazia uns bicos por aí, desde lanterninha (existe ainda essa profissão?) a caminhoneiro. Então, para matar o tempo, cantava na estrada (ok ok, eu acho que ele fazia isso como “ensaio”), e rebolava nos postos de gasolina antes de seguir viagem (algo que requer muito treino e técnica)… Novamente, eu acho!

Após ter a inspiração da música gospel americana, um pouco de R&B e uma pegada country, Elvis gravou algumas músicas entre 1953 e 1954, e partir disso, o “rei do rock” (como ficou conhecido), começou a surgir. “Blue Moon Of Kentucky” foi seu primeiro single de sucesso (como é dito nos dias de hoje). “That’s All Right”, “Louisiana Hayride”, “Mystery Train”, “Baby, Let’s Play House”, e “I Forgot To Remember To Forget” começaram a influenciar os bailinhos da época.  Depois disto, chegou à fama (até filmes ele protagonizou).

Em meados anos 1960, lançou um disco com a pegada mais gospel da carreira: “How Great Thou Art”, que consquistou até um Grammy. No mesmo período, casou-se com Priscilla Beaulieu, e na década seguinte, divorciou. A partir deste “momento em sua vida”, os transtornos chegaram (até engordou!)

No dia 15 de agosto, após ele ter ao banheiro para ler (uma leitura matinal), aconteceu  um mistério. O corpo do cantor foi encontrado duas horas depois que ele foi pro “troninho” pela sua namorada na época, Ginger Alden. Dizem que a causa da morte foi colapso fulminante associado à disfunção cardíaca, todavia, muitos discordam do motivo.

Outros principais sucessos de Elvis foram:

“Hound Dog”, “Don’t Be Cruel”, “Love me Tender”, “All Shook up”, “Teddy Bear”, “Jailhouse Rock”, “It’s Now Or Never”, “Can´t Help Falling In Love”, “Surrender”, “Crying In The Chapel”, “Mystery Train”, “In The Ghetto”, “Suspicious Minds”, “Don’t Cry Daddy”, “The Wonder Of You”, “An American Trilogy”, “Burning Love”, “My Boy” e “Moody Blue”.

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Ah, Elvis… S2

Quadro - Elvis

Até a redatora já mandou beijos para o Elvis (seu lindo!)

 

 

 

 

 

 

 

 

Há quem acredite que Elvis esteja vivo! Isso mesmo, “tirando um sarro da nossa cara”, ou indo em shows de “tributo ao Elvis” para assistir seus fãs a imitá-lo. Ou, quem sabe, fazendo um freela de final de semana e cantando “Love me tender” (quem disse que você não ouviria “Love me tender” por tabela?).

S2

 
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Publicado por em 19 de junho de 2012 em Primórdios do Rock

 

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Negros do Rock – Part II

Seguindo o gancho de que “existe algum cantor negro de rock?”, encontramos o “Grande” Little Richard (ou Richard Wayne Penniman).

Para aqueles que não o conhecem (típico do conheço a música mas não o cantor), seu primeiro sucesso foi “Tutti Frutti”, de 1955 (sim, aquela canção super básica que toca em festas anos 50/60).

Nascido em Macon (Estados Unidos), cresceu influenciado por uma mistura de Rhythm & Blue com música gospel, mas “dando uma aceleradinha” no piano. Devido a isso, ocasionou um “salto” para o sucesso. Com uma carreira “super hiper mega fast”, outras músicas de Little colaram na cabeça dos “brotos” da época: Lucille, Keep a Knockin, Rip it up, Long tall Sally, Jenny Jenny.

Elviz Presley, um grande “gozador”, regravou algumas de suas músicas, mas isso é tema para um outro post.

Mas “se tudo na vida que é bom, dura pouco”, já dizia a minha avó, Richard resolveu sair  “do sucesso” em 1958, após algumas polêmicas relacionadas a sua sexualidade (sim minha gente, ele é gay). Aproveitou também para se tornar pastor e gravar um álbum de música gospel.


Meados anos 1960 voltou a cena, abriu shows dos Beatles e Roling Stones, mas não conseguiu o mesmo sucesso pelo qual “tutti-fruti”alcançou. Todavia, ele está por aí. Gravou um ou outro álbum voltados ao soul e sempre participa daqueles eventos nostálgicos dos “anos de ouro”.

Bons tempos.

Outro “da cor do pecado” no rock é Jimi Hendrix (ou Johnny Allen Hendrix).

Com sua guitarra crua e o uso de amplificadores distorcidos, fez história na espécie de “revolução da música”. Algo como deixar mais “rock and roll” músicas pensadas em bases de blue, R&B e soul.

Hendrix conseguiu sucesso inicialmente na Europa, e depois de um tempo, conquistou a América (do Norte, pois o restante, bom, demorou um pouco). Seu álbum de estreia, Are You Experienced, foi muito bem recebido pela crítica, obrigado, e as músicas mais “marcantes” são: “Purple Haze”, “Foxy Lady”, “Fire”, “Hey Joe”, “Voodoo Child (Slight Return)”, “All Along the Watchtower” e “Spanish Castle Magic”. Depois chegaram os discos “Axis: Bold as Love” e “Eletric Ladyland”.

Para a tristeza dos fãs, Hendrix partiu pra outra em 18 de setembro de 1970, aos 27 anos (tema de uma outra batalha) e sua morte nunca “esclarecida” (remédios para dormir, drogas, várias hipóteses foram levantadas pela imprensa). Ele deixou um legado de inspiração na maneira de tocar guitarra: foi uma espécie de revolucionário em amplificadores e guitarras modernas (além de ter sido canhoto).

 
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Publicado por em 17 de maio de 2012 em Primórdios do Rock

 

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